GIRLS TECH foi o tema em foco. Como atrair o género feminino para as STEM- Science, technology, engineering and mathematics?

This is a Video slide

 

A Escola Profissional FORAVE, está a participar no projeto GirlsTech que é financiado pelo programa Erasmus + e tem como objetivo o estudo dos motivos da baixa, ou elevada, participação do género feminino nas áreas de estudo e de trabalho STEM (Science, technology,engineering and mathematics) dos países parceiros.

Ao longo de dois anos, escolas profissionais, universidades e associações de escolas de Portugal, Espanha, Eslovénia, Estónia, Roménia, Finlândia, Holanda e Reino Unido partilharão boas práticas e trabalharão em conjunto no sentido de desenvolverem estratégias que possam ser aplicadas na captação e manutenção de profissionais/talentos do género feminino num mundo de trabalho cada vez mais necessitado de trabalhadores qualificados.

A segunda reunião do Projeto foi dinamizada pela FORAVE, nos dias 6 e 7 de fevereiro, tendo sido escolhida a Casa do Território, em Vila Nova de Famalicão para o encontro do 1º dia que reuniu cerca de 30 pessoas.

Entre os convidados estiveram escolas, centros tecnológicos e universidades. Após uma breve apresentação da FORAVE e do Sistema Educativo Português que esteve a cargo das dinamizadoras do encontro, Manuela Guimarães e Teresa Lessa Santos, o Presidente da ANESPO, José Luís Presa fez o enquadramento do Ensino Profissional em Portugal e o Vereador da Educação e Empreendedorismo, Leonel Rocha partilhou o caso estudo e as boas práticas da Rede Local de Educação e Formação Profissional.

Da parte da tarde o painel de oradores contou com João Freire, Psicólogo do Agrupamento de Escolas D. Sancho I, César Silva, responsável pelo Departamento de Formação do CITEVE, António Luís Diretor do Cenfim da Trofa, João D’Orey em representação da Ordem dos Engenheiros Centro e do projeto Eramus + Engine4F, coordenado pela Escola Profissional de Aveiro, Rui Silva Diretor da Faculdade de Engenharias e Tecnologias da Universidade Lusíada, Celina Leão e Filomena Soares da Universidade do Minho, em representação da WIE Portuguesa – Women in Engineering.

Os trabalhos prosseguiram no dia 7 na FORAVE, com a visão da Continental Mabor sobre a diversidade, representada por Carlos Gonçalves Diretor das Relações Humanas da empresa e por Ana Duarte, que deu o seu testemunho, como engenheira industrial sobre o seu percurso académico e profissional. Isabel Cardoso, engenheira química e Diretora Comercial na empresa Evonik Silquímica foi também convidada a dar um testemunho sobre a sua opção académica e o reflexo dessa decisão no seu percurso profissional.

Da reflexão e da partilha realizada foi interessante perceber que apesar do género feminino já estar muito bem representado em algumas áreas, ainda há profissões, que por questões culturais, estão conotadas com estereótipos. No entanto, esta tendência torna-se mais dissipada com o aumento da escolaridade. A influência de modelos profissionais, quer por referência na família ou do meio, é também um dos grandes fatores de motivação para determinadas áreas de formação, tradicionalmente mais procuradas pelo sexo oposto. Perceber precocemente estas questões para poder trabalhar a igualdade de oportunidades, promover a diversidade e quebrar estereótipos é o princípio para encontrar estratégias de motivação e atração do género feminino para as STEM, a debater na próxima reunião de trabalho nos dias 3 e 4 de abril na Estónia.